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Opala de Pedro II (PI) terá identificação geográfica

Suzana Prado - Sebrae



Divulgação

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Opala tem alto valor no mercado de joalheria

Teresina - Identificação geográfica é um termo que define o processo de certificação de produtos de uma região determinada que possuam características especiais, sejam culturais ou geográficas. É uma forma de agregar valor ao produto e garantir a qualidade para o consumidor, a exemplo do que acontece com a cachaça de Parati e com o café do cerrado mineiro.

Com o objetivo de fazer a identificação geográfica da opala de Pedro II, o consultor do Sebrae Nacional Roberto Castelo Branco, visitou a 'cidade das opalas' que fica localizada 195 quilômetros ao norte de Teresina. A região tem forte vocação para o turismo e para a produção mineral.

"Pedro II é uma cidade abençoada porque possui belezas naturais únicas e tem o reconhecimento do mercado de joalheria. As opalas da região são de extrema qualidade, a população local é acolhedora e o artesanato é bonito e diferenciado. Há também o Festival de Inverno que reúne na cidade artistas nacionais e internacionais. A cidade é rica em vocações turísticas e minerais. E esse trabalho de identificação geográfica vai referendar ainda mais todo um trabalho realizado pelo Sebrae no Piauí, pelo governo do Estado e pela prefeitura de Pedro II, sempre com o foco na geração de trabalho e renda e no desenvolvimento da região", justifica o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Piauí, Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes.

A ação é uma iniciativa do Projeto Arranjo Produtivo da Opala desenvolvido pelo Sebrae/PI, em parceria com o governo do Estado, prefeituras de Pedro II e Buriti dos Montes; Ministérios das Minas e Energia, da Ciência e Tecnologia e da Integração; Associação dos Joalheiros e Lapidários de Pedro II, Cooperativa dos Garimpeiros de Pedro II, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Piauí, Fundo Setorial Mineral e Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino e Extensão da Universidade Federal do Piauí.

A idéia do projeto é dinamizar a cadeia produtiva da opala na região de Pedro II, levando novas tecnologias, novas normas de segurança e capacitação, ações que vão contribuir para tornar o produto ainda mais competitivo. "A identificação geográfica é um processo de certificação de um produto por suas qualidades excepcionais, o que agrega valor à produção, ao local, cria uma identidade e fideliza o consumidor", explica o consultor Roberto Castelo Branco.

Segundo Castelo Branco, esse é um processo de apropriação de uma característica intangível, uma propriedade intelectual do produto opala e da cidade de Pedro II, destacando suas qualidades. "Mas tudo isso vai depender do trabalho realizado pelos empreendedores, pela população e pelas instituições que fomentam o turismo naquela região, pois é preciso construir à luz da legislação brasileira uma identificação da opala de Pedro II junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o INPI", esclarece o consultor.

O projeto do APL da Opala no Piauí está em sua segunda fase, que deve se estender até julho de 2010. Entre as ações previstas para acontecer ainda este ano está a instalação do Centro Tecnológico de Artefatos Minerais, em Pedro II, numa parceria entre o Sebrae no Piauí, Governo do Estado, Ministério da Integração e Prefeitura Municipal de Pedro II. No local vai funcionar uma escola de lapidação e joalheria, na qual serão treinados 300 novos profissionais. Também será instalado no espaço um telecentro para que os garimpeiros e suas famílias tenham acesso à Internet.

“Na cadeia produtiva da opala, a identificação geográfica é uma das metas que o projeto se propõe a atingir. Queremos até 2010 transformar Pedro II num pólo de lapidação de jóias no Brasil”, afirma o coordenador do APL da Opala no Piauí, Marcelo Morais.

De acordo com Morais, as ações do projeto têm promovido uma mudança positiva no segmento que envolve, atualmente, mais de 500 pessoas entre garimpeiros, joalheiros, lapidários e empresários. "Antes, havia uma produção de sessenta quilos de jóias/ano. Hoje, são 250 quilos/ano. Existiam na cidade apenas dez joalherias, atualmente são 26”, acrescenta Morais.

Reserva nobre

Pedro II possui a única reserva de opala nobre do País e a segunda maior do mundo. Essa pedra de singular beleza só é encontrada no Piauí e em algumas regiões da Austrália. A opala reflete as cores do arco-íris, com um jogo de tons que variam de acordo com o ângulo pelo qual se olha. Opalas de elevada qualidade chegam a custar mais caro que diamantes.

A opala de Pedro II está classificada em seis tipos diferentes, levando-se em conta a cor, tamanho e intensidade de opalescência das pedras: nobre, extra, forte, fraca, média e refugo (cascalho).

"Ter a opala de Pedro II como a primeira identificação geográfica do Piauí será um grande privilégio e uma grande responsabilidade, pois revela que estamos no caminho certo para o desenvolvimento da região e que teremos que trabalhar mais e melhor para tornar essa região ainda mais empreendedora, sempre tendo o foco na criação de postos de trabalho e no incremento de renda”, afirma o superintendente do Sebrae no Piauí, Delano Rodrigues Rocha.

Serviço:
Unidade de Atendimento Coletivo Comércio e Serviços do Sebrae/PI - (86) 3216-1305
Gerente Gilson Vasconcelos - (86) 9427-0956
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5/9/2008
 
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